17 janeiro 2014

A Black Ballerina


Olá meus amores! Hoje vim compartilhar com vocês mais um dos meus pensamentos semanais. Estava organizando o post de TOP5 documentários e comecei a pensar na Misty Copeland e como ela é um exemplo para mim. Muitos não concordam comigo quando digo que ela é minha principal inspiração, porque ela não faz parte do padrão pré-estabelecido desde sempre. Quando pensamos em uma bailarina padrão jamais imaginamos uma negra, com curvas e seios grandes, e é justamente por isso que amo a Misty e a admiro, porque ela foge dos padrões, assim como eu.

Queria deixar claro que é mais do que uma simples identificação, é mais do que olhá-la na internet e dizer, “a ela também é diferente”. Ela mostra pra mim através de sua vida, de suas entrevistas e de seu comportamento que Black Girls Can Be Ballerinas !  Não sei se vocês estão acompanhando meu raciocínio, não quero fazer o post para falar da Misty e sim trazer a questão de como as garotas negras ainda são limitadas no ballet. Conversando com alguns amigos ouvi que é difícil encontrar garotas negras nos grandes balés porque “a cor pesa” e eu comecei a acreditar nisso, uma bailarina negra no corpo de baile quebra o padrão branco, deixa desigual. Uma solista negra ? Sem chances! 

Daí você pensa : Ah! Jadlla para de fazer escândalo por algo que não existe mais! O Ballet agora é para todos !

Então deixa eu te contar umas coisas..
.
Você sabia que na CIA Jovem de Ballet do Rio de Janeiro não existe nenhuma bailarina negra ? E não é possível que em um país com 52% de negros não exista nenhuma bailarina negra boa o suficiente para eles.

Você já viu alguma bailarina negra como solista de repertórios como Giselle e Lago Dos Cisnes?  (Não vale o ballet no Brooklyn, afinal é só para negros)

É mais do que óbvio nosso lugar no ballet é limitado, sem falar que temos que nos conformar em usar meia calça e sapatilha rosa (que é a cor padrão para pele branca, e em nós parece que estamos cortadas pela metade). Usar pó compacto para pintar as alças da fantasia que também foram feitas no padrão branco. E tingir a rendinha do Tutu, que deveria ser da cor da pele, mas eles só fabricam em tons claros. Não quero ser fanática nem sensacionalista, só é mais um post revoltadinho com esse império padrão Europeu que me dá nos nervos!

 Sou fã da Misty Copeland que mesmo cheia de curvas e com seios grandes para uma bailarina, se tornou a primeira solista principal negra do American Ballet Theater, uma das mais famosas companhias de Ballet Dos Estados Unidos.


Beijos de uma bailarina fora dos padrões !

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4 comentários:

  1. \o/ post revoltadinhoooo! \o/
    eu tô doida pra falar desse assunto, que também me toca bastante, mas eu tô atrasada com os assuntos no blog, hehe

    É tão triste, isso!
    Às vezes, eu fico muito desencantada com o ballet e sua "falta de atualização", sério.

    Beijcoas!

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    1. Não vejo a hora de ler seu texto sobre o assunto, já adianto que tenho certeza de que vou gostar bestante !

      Beijão !

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  2. Oie!
    Acho a Misty muito linda!! E concordo com vc, a questão do preconceito pode ter melhorado, mas falta muito a ser feito ainda!!!
    Beijinhos!!!

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    1. Falta bastante coisa ainda, principalmente aqui no Brasil onde a maioria da população não segue os padrões.
      Obrigada pela visita meu bem ! Super beijo !

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