12 dezembro 2013

FESTIVAL 2013



         Esse ano vamos falar de Velho Oeste ! Eu estou muito animada com o tema, pois nunca vi um festival assim aqui e espero muito que nossa estreia aqui na cidade seja um sucesso !
Pela primeira vez vamos trazer uma história narrada no estilo repertório, e como um repertório que se preze vamos  falar de amor proibido. A filha do xerife se apaixona pelo índio da tribo local e eles começam um caso de amor às escondidas. Pode ter certeza que a guerra está declarada !!
Estamos tendo ensaios de segunda a domingo e a correria está grande. Esse ano dançarei 5 coreografias, dentre elas nenhum clássico e nenhuma coreografia na ponta ( alegria ou tristeza?) As coreografias e as músicas escolhidas estão lindas e criativas, o nível técnico do corpo de baila está legal, e os solistas estão dando o melhor de si para o espetáculo.  Isso pode parecer suspeito, mas acho que nossa escola fará um dos seus melhores espetáculos esse ano.
Tivemos ensaios gerais essa semana, separei algumas fotos para compartilhar com vocês ! Espero que gostem !!!


Beijos de uma bellerina nas vésperas do festival !

09 dezembro 2013

E quando a família não aceita ?

    Hoje o assunto não é muito agradável, mas acredito de algumas pessoas passam ou já passaram por isso assim como eu, então resolvi contar um pouco da minha experiência.




    Comecei a fazer ballet tarde porque minha família não me permitiu fazer ballet quando criança, e juro que logo quando entrei no ballet e percebi que teria muitas dificuldades por ter entrado tarde, fiquei com muita mágoa da minha mãe, mas graças a Deus isso passou. Ela me proibiu por questões religiosas, segundo a doutrina, praticar ballet não era algo certo, pois usava o corpo como forma de expressão e sensualidade, além de usar músicas “mundanas”. Lembro-me quantas vezes passei noites chorando indignada, sem entender o porquê de tanta repressão.
    Quando completei certa idade resolvi fazer ballet por conta própria, mesmo sem a permissão de ninguém, mas não aconselho ninguém a fazer isso. Por ter tomado essa decisão ao invés de conversar com eles de maneira mais madura, existiram conflitos em casa por conta do ballet,e isso não foi nada bom. Além do mais não é agradável perceber que sua família não foi no festival porque estão com raiva de você porque passou por cima da autoridade deles para dançar. Apesar dos conflitos que surgiram, hoje eles já aceitam (ou se conformaram) e não são reclamões como antes, mas sempre que podem me dão uma alfinetada, isso não é nada bom.
    Se você passa por isso em relação à dança ou a qualquer outra coisa, converse com seus pais e tente mostrar para eles o quão importante aquilo é para você e para sua realização pessoa. Apresente para eles como as coisas realmente funcionam, pois as vezes nossos pais não aceitam determinada coisa por não conhecerem. Mesmo não aceitando no começo, um bom diálogo sempre trás bons resultados.


FOCO FORÇA E DETERMINAÇAO!

Beijos Ballerinas !

02 dezembro 2013

Conversas de Camarim 2#


Faz muito tempo que eu deveria ter postado o segundo episódio do quadro, mas estava muito atarefada e não pude. Mas está aí, e realmente vale apena ler !!!  Antes tarde do que nunca não é ???

  • Cyndi Oliveira

Foi difícil lembrar algum mico meu, porque, no ballet, geralmente, eu sou mais tímida e reservada. Pois bem.
O primeiro que me veio à mente foi minha primeira apresentação na ponta. Juntou um monte de condição difícil: sapatilha dura, palco pequeno pra tanta gente, coreografia recém-decorada. Aí eu já fiquei meio nervosa! Eu sou assim: quando as coisas parecem de leve que vão dar errado, eu acredito piamente e já me desespero! Então, no meio da coreografia caí da ponta (que raiva, viu. no ensaio nunca aconteceu). Tremi tanto depois que só Deus sabe como terminei a coreografia. Acho que caí de novo, não lembro. E no final, fiquei tonta num giro, e meio que me descabelei pros lados… Na hora não foi nem um pouco engraçado, eu fiquei nervosíssima e tremia demais. Mas quando eu assisti ao vídeo não aguentei, e ri muuuuuuuuuuuito de mim mesma, e das minhas amigas (as que erraram por mérito próprio e as que se coisaram com o palco minúsculo). Caramba, vocês não sabem o quanto eu ri! De chorar, sério!
O outro foi num pequeno pas de deux que tive (pequeno? ou micro? ou nano?). O partner, com as mãos em minha cintura, me ajudava no detourné, e meus braços iam de 1ª para 5ª. Hum! Eu não meti a mão na cara dele nisso??!! Cara, foi forte!, mas eu não conseguia parar de rir, junto com o resto do pessoal. Tadinho!
  • Isabela Sousa

Lembro-me de vários miquinhos básicos que já passei no ballet, desde meia super rasgada que eu nem tinha percebido (e você vai com ela justo em dias importantes, como ensaio geral no palco!), até situações tensas durante apresentações.
Uma dica de bailarina: quando seu figurino for colado ao corpo ou transparente, use a lingerie apropriada. Aliás, sempre use a lingerie apropriada para qualquer figurino! Quando fui um peixinho (que fofo, não?), o figurino era totalmente colado. Inventei de ir com um sutiã mais escuro e calcinha sem ser cor da pele, meio amarela. Até hoje quando revejo as fotos dessa apresentação, morro de vergonha! Sob as luzes dos holofotes, dá pra ver tudo que está por baixo do figurino (ninguém merece)!
Uma apresentação ficou bem marcada na minha memória: a minha última vez no palco. Ela foi marcante não só por ser a última, mas por ter sido bem improvisada. Era uma pequena participação num festival de dança e tivemos pouquíssimo tempo para ensaiar.
A marcação do palco foi no dia do festival, bem rapidinha; bateu aquela insegurança em todo mundo! Só que não dava para voltar atrás; entramos no palco, bem nervosas. Na valsa, cada uma tinha um arco de flores; antes de entrar no palco, todas nós deixamos os arcos arrumados, para não perder tempo na hora de pegá-los durante a apresentação. Porém, na hora H, todo mundo se apressou e pegou qualquer arco que via pela frente, desorganizando tudo; teve até gente sem arco que improvisou!
O pior, porém, aconteceu comigo: minha sapatilha de ponta saiu do pé numa parte da coreografia! Pense num desespero (quase choro no palco!). A sorte é que foi num momento em que eu ficava parada e logo depois saia do palco; até hoje não sei como consegui calçar minha sapatilha tão rápido no intervalo da coxia. Foram os 8 segundos (sim, 8 segundos para ajeitar a sapatilha no pé! mais desesperadores da minha vida! Tá, isso foi mais uma situação tensa do que um mico em si, mas foi muito desconcertante!
  • Jadlla Cruz

Olá Ballerinas !
Acredito que sou a bailarina mais cheia de micos nesse mundo ! Sou daquelas que caem na aula de ponta e se esbarram com a colega de barra. Se eu parar para contar todas as minhas experiências trágicas seria um livro então decidi contar algumas mais simples de serem entendidas, e as que considero mais interessantes (pra não falar rídiculas rs).
ATRASADA NO PALCO
Ano passado participei de dois festivais de ballet e com a organização das datas dancei cinco dias seguidos contanto os dois espetáculos. No terceiro dia eu já estava acabada e minha mente não funcionava mais. Dancei na coreografia de abertura e depois disso troquei os figurinos e acabei vestindo o figurino errado da coreografia seguinte. RESULTADO: Quando a música da minha próxima dança começou a tocar eu ainda estava tentando vestir o figurino correto. Dei de cara com minha professora que me empurrou no palco no meio da coreografia. Imaginem minha cara de pau rindo para o público e entrando sozinha no meio da coreografia tentando acompanhar o resto do grupo. kkkkkkkkkk trágico !
SEM FIGURINO
Esse foi o meu mais novo acontecimento. Como as pessoas que me seguem no blog já sabem, eu participei do Festival Nacional de Dança aqui na Bahia e nos preparamos muito para isso. Como forma de “treino” nós preparamos uma mostra coreográfica com algumas coreografias que iríamos competir no evento. Minha coreografia estava presente na mostra, a dança era cheia de detalhes e os figurinos estavam no palco, eu os vestiria dançando. Como eu sempre tenho que enrrolar as coisas, no meio da coreografia eu percebi que metade dos figurinos que eu deveria vestir no palco estavam no camarim, É, EU ESQUECI TUDO LÁ ! Tive que inventar umas adaptações na hora mas mesmo assim foi horrível ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk’
  • Jinnye Melo

Se eu fosse falar sobre todos os micos que já paguei no balé não ia sobrar espaço. Eu sou muito atrapalhada e quando tem algum passo que não consigo fazer de jeito nenhum, ao tentar alguma coisa sai engraçada. Parece que quanto mais envergonhada você for, mais vergonha você passa.
Na minha primeira apresentação de balé, eu era a primeira a entrar, depois de mim entravam mais três. Elas não entravam de uma vez, existia o tempo para cada uma, nós formávamos uma fila. No ensaio geral eu estava muito nervosa, porque eu nunca tinha dançado naquele palco enorme. O que ele tinha de lindo, tinha de assustador. E a diretora da escola ficava lá em cima de onde ela via tudo e corrigia com um microfone. Quando saiu minha música, me deu uma ansiedade tão grande que esqueci de contar e entrei muito adiantada. Resultado: Fiquei só no palco, as meninas estavam esperando o tempo delas. Eu só percebi o que tinha feito quando a diretora falou: “O que essa menina tá fazendo aí sozinha?!”. Na hora eu fiquei apavorada, mas hoje até dou boas risadas disso. Não adianta, quando fico nervosa eu enfio os pés pelas mãos.
Outro mico, dessa vez sem tanto público, aconteceu quando eu tinha acabado de sair da aula de balé. Minhas pernas tremiam por causa dos saltos, que foram muitos. Eu entrei em um dos box do banheiro pra trocar de roupa exausta. Na hora que eu me viro, uma barata enorme e nojenta começa a voar naquele espaço minúsculo! E como eu gritei. Tentei abrir a porta que tava com a fechadura emperrada, mas a barata voava e eu tava quase sem coordenação motora. Só se ouviam meus pulos e meus gritos dentro daquele banheiro. E minha amiga lá fora: “Jinnye? Jinnye? o que tá acontecendo?!”. Até que finalmente consegui escapar e corrí de lá esbaforida. Um dos meus maiores pesadelos se torna realidade assim, na maior. Não sei se é mico, ou conto de terror, depende do ponto de vista. Pra mim é uma mistura do dois.

  • Geisa Vitte

Talvez fazer algo errado na frente de uma ou mais pessoas, valha a pena, por questão de aprendizado, errando que se aprende, certo? Aí eu me pergunto: é melhor aprender errando ou continuar na boa e cômoda ignorância? Acho que a primeira alternativa vem mais ao caso!
Me lembro como se fosse ontem de uma apresentação de espetáculo no final do ano, teatro cheio, pra onde olhasse, se veriam flashs e luzes, minha vez de dançar… O figurino era cor da pele, coloquei um sutiã tomara que caia, pra não marcar muito, e mais ou menos no meio da coreografia, ele fez jus ao nome, e foi caindo. Senti uma agonia imensa, e pra melhorar, eu não saía do palco em momento algum. Resultado: dancei assim até o fim, porque bailarina não pode se abalar com nada!!
Outro acontecimento, foi menos constrangedor, com menos público, mas também um tanto quanto traumatizante. Eu estava em um teste no ballet, a primeira da barra (por vontade própria), estava fazendo tudo certo, até que me empolguei, fui fazer um passé na meia ponta, soltei o braço na hora, e acabei caindo, tive até uma leve torção no pé, pra completar, na frente da avaliadora! Depois dessa, soltar da barra nunca mais!

E agora ??

Olá ballerinas !

Depois de muito tempo longe, estou de volta. Mas prometo que não vou fazer mais promessas dizendo que não vou sumir mais, porque no fundo eu sei se sempre vou acabar ficando ausente. Enfim, as férias começaram e a primeira coisa que veio em minha cabeça foi escrever, mas a pergunta que não quer calar é : O QUE ESCREVER ?
Andei vasculhando o blog e lembrei do quanto esse cantinho era é continua sendo importante para mim. Compartilhar minhas experiências, receber o apoio de algumas leitoras nos momentos difíceis que todas nós sabemos que existem no ballet, fizeram de mim uma bailarina mais forte. Não posso abandonar meu blog, que desde o começo foi meio que um porto seguro.
Não sei como vão ser as coisas nos próximos meses e depois das férias, mas espero de coração escrever sempre aqui, pois colocar pra fora as coisas ocultas dentro de mim, me fazem lembrar o quanto o ballet significa para mim.


Beijos de uma bailarina com saudades...

06 agosto 2013

Conversas de Camarim #1

Hoje estreia uma nova série do blog: Conversas de Camarim. Eu e mais 4 blogueiras vamos relatar experiências e opinar sobre diversos temas bailarinísticos, quase como naqueles papos de camarim, mas aqui será revelado sobre o que cochichamos tanto. Toda terça-feira será um tema diferente, mas hoje só falaremos brevemente sobre a história de cada uma com o balé. As blogueiras são Cyndi Oliveira, Geisa Vitte, Isabela Sousa, Jinnye Melo e eu. Espero que gostem ballerinas !!




Olááá!

Eu me chamo Cyndi, e acabei de fazer 18 anos. Eu comecei a fazer aulas de ballet com quase 15 anos, mas eu tinha muita vontade de fazer aulas desde que vi a dança pela primeira vez, que foi aos 10 anos. Na verdade verdadeira, eu fiz aulas sim com essa idade, mas foi por pouquíssimo tempo, então, para mim, não contou.

"Comecei numa turma básica, mas já no outro ano fui para uma turma bem mais avançada, por causa da minha coreografia na apresentação. Sim, me sentia um peixe fora d'água, mas foi muito bom eu ter avançado assim, porque aprendi muito mais do que se ficasse apenas na turma antiga (sinto dizer: amo muito o método inglês - Royal - que é o que eu faço, mas ele é lentinho.) Então, fiquei nas duas turmas.

Pouco depois de fazer 17 anos (já estava no ballet há dois anos, no Grade 4 do método e na turma avançada), eu sofri uma lesão numa queda. Isso foi em setembro do ano passado. Lutei em fazer aulas com dor até o meio de outubro, mas meu ortopedista pediu para parar por algum tempo para minhas contusões (que foram duas num tendão e uma óssea) cicatrizarem. O chato era que eu estava ensaiando para o espetáculo; ia dançar a Valsa das Flores, do Quebra-Nozes... no final, acabou que eu dancei, mas não a valsa, e sim como mãe de Clara. Foi super legal, mas não foi a mesma coisa. Confesso que quase chorei quando vi a valsa do palco, mas!...

A fisioterapia acabou em fevereiro, e nada de eu voltar às aulas até hoje. Fiz, sim, algumas aulas do Grade 4, porque vou fazer o exame da Royal para avançar de nível (que Deus me ajude, hahaha). Tô prometendo voltar desde junho, mas acho que dessa vez dá certo.

Que mais que eu tinha que falar mesmo? Ah, é! do blog!

Então, eu criei o O Meu Repertório pouco depois de começar a fazer ballet. Eu sou muito nerdona e gostava de pesquisar tudo sobre ballet mesmo sem fazer aula nenhuma. Já li muito blog, mas eu acho que o primeiro que passei a acompanhar de verdade foi o Dos Passos da Bailarina. Eu achava tudo isso tão legal que, quando eu comecei a fazer mesmo, queria partilhar as experiências que tinha também. Eu coloquei esse nome (que seria tipo "o meu [ballet] de repertório") porque seria minha história, sabe? como um ballet. Mas hoje em dia acho o nome super sem graça.

Ah, eu também tenho um tumblr, o uma bailarina, que é de humor. Acreditem em mim, gente: eu tomo meus remédios. haha" 



Meu nome é Geisa, tenho 13 anos, comecei a dançar com três, para nunca mais parar... Sou fascinada por todo ou qualquer tipo de arte, mas a dança é o que faz meu coração disparar! Eu era (como quase todo tipo de menina), sonhava em ser bailarina, e dançar "na ponta dos pés", a cada dia venho realizando o meu sonho pouco a pouco, e fico feliz em ver meus resultados, tanto em palco, quanto em sala de aula.

O "A rotina de uma Bailarina" não surgiu tão facilmente, pelo fato de eu não querer ser só mais uma adolescente que dança desde pequena, escrevendo em um blog de ballet! Mas superei isso tudo, e criei o meu cantinho pra poder dar e receber conhecimento sobre dança, e armazenar tudo de importante (ou nem tanto), que aprendi. As vezes me pego com dúvidas e questionamentos comigo mesma, e acabo usando o blog pra desabafar e dar ouvido ao que as outras pessoas tem pra falar...  "Sua tarefa, é descobrir o seu dom, e então, com todo o coração, dedicar-se a ele."

Olá bailarinos e bailarinas!
Sou Isabela Sousa, tenho 16 anos e fiz ballet por quase 7 anos (comecei com 6 anos). Atualmente não pratico a dança de forma profissional, mas faço aulas na academia que frequento (ritmos é muito divertido, queima boas calorias e é uma boa pedida para as bailarinas que não querem perder o rebolado!).
Desde pequenina sempre gostei de dança. Poder começar cedo no ballet, numa boa academia, foi o máximo para mim; chorava só de pensar em faltar às aulas! Cheguei a pular dois níveis e com todo esse rápido avanço, passei a buscar informações sobre ballet na internet e percebi que o conteúdo disponível era escasso. Foi desse jeito que surgiu o “Bailarina de Corpo & Alma”, sem nenhuma pretensão; queria apenas juntar as informações que fui ganhando com o tempo, reunir tudo em um único lugar. Já no segundo post, vi que o blog tinha ido além do que eu esperava. A partir daí, fui me dedicando mais e mais a ele e até hoje, após 5 anos, ele continua dando bons frutos. Lá eu posto de tudo um pouco: dicas sobre passos, alongamentos, fotos, vídeos, etc. Sempre estou respondendo perguntas no e-mail e no Ask do blog, também.
Parei de praticar ballet no Interfound/Intermediate (mais um pouquinho eu chegava ao avançado!). Tenho problemas de joelho (geno recurvatum) e, por recomendações médicas, eu teria que praticar musculação e cessar as atividades de alto impacto. Por esses e outros motivos, tive de sair da dança profissional. Mesmo assim, a paixão fala mais alto; não consigo me afastar da dança de jeito nenhum; ela sempre tem que estar presente de alguma forma na minha vida!

                                                                                                                          *  Jadlla Cruz (eu né)
Oii amantes da dança !
Sou Jadlla Cruz, tenho 20 anos (velha rs’) e comecei ballet super tarde. Desde pequena sempre tive vontade de fazer dança, mas fui impedida por meus pais por questões religiosas e preconceitos. Passei toda a minha infância e parte da adolescência tentando convencê-los a me deixar fazer aulas de ballet, mas infelizmente não surtiu muito resultado e para não ficar parada comecei a fazer alongamentos em casa por conta própria (perigoso, pois poderia ter adquirido algum problema físico por fazer algo errado).
Quando completei quinze anos decidi que faria ballet mesmo contra a vontade de todo mundo. Procurei escolas na minha cidade e até cheguei a fazer uma aula experimental, mas eles precisavam pagar a mensalidade, e daí voltei para o zero novamente, pois eles se recusaram a pagar, alegando dessa vez que eu já era velha demais para ballet. Não me conformei e decidi ganhar dinheiro para pagar as despesas do ballet. Foi então que decidi dar aulas de reforço escolar e foi com esse dinheiro que aos 16 anos frequentei minha primeira aula regular de ballet, foi um sonho realizado.
Desde então nunca mais parei de dançar, passei apenas dois meses na academia que comecei a dançar e partir para outra onde me sinto bem mais feliz e acolhida. Sempre gostei muito de escrever, sempre tive diários onde escrevia todas as minhas vivências, e com o ballet não foi diferente. Criei o Collant & Tutu para servir como um diário virtual, lá eu conto tudo que me acontece, faço alguns post com dicas e troco experiências com outros apaixonados pela dança, é um dos meus cantinhos favoritos!

Eu me chamo Jinnye Melo.  Tenho 22 anos e comecei o balé de verdade aos 17 anos na cidade onde nasci e moro até hoje: Fortaleza. Minha história com dança, entretanto, já é antiga. Desde pequena eu amava essa sensação de sonhar a realidade e criar minhas próprias histórias, só não sabia ainda que dançar praticamente implicava em tudo isso (para mim, sim). Eu cheguei a procurar diversos lugares desde 11 anos, mas todos diziam que eu devia ter experiência prévia, pela idade. Aos 16, descobri que nunca é tarde para começar! Então, tapei os ouvidos e fui atrás.

Comecei o básico do básico do ballet e um pouco de Jazz em um projeto da escola pública onde eu estudava. Pouco tempo depois, mudei-me para Fortaleza, fui direto para escola de dança onde faço aula de balé clássico atualmente. A primeira impressão foi de deslocamento, pois eu era a mais velha e mais desengonçada. Felizmente, eu estava encantada demais para desistir, tudo que eu queria era dançar balé e, por isso, faço aula até hoje.

Criei o Arabescos Dourados para compartilhar experiências. Faz tempo que percebo a necessidade de ter um espaço para opinar livremente sobre dança e registrar experiências. E é difícil a gente encontrar pessoas que gostam de discutir o balé clássico de maneira mais profunda. Muitas querem praticar o balé acriticamente, apenas como uma atividade. Por isso, eu acredito nesses espaços que as blogueiras criam cada uma com seu jeito, acredito neles como potenciais difundidores de questionamentos valiosos tanto para dança quanto para a sociedade. Por anos, o balé estava silenciosamente enterrado nas academias. Hoje podemos comemorar que tanta gente saiu da toca e deu cores a esse mundo invisível. 




Espero que gostem da série, toda terça-feira teremos novos posts com muitos assuntos interessantes, até mais !

05 agosto 2013

Por trás das câmeras: Cisne Negro

O mundo inteiro já ouviu falar nesse filme, e grande parte dele adorou sua história e todo o encanto que ele passa através da telinha. Já faz um tempão que esse filme foi lançado, mas não tem como não falar do filme que já virou um ícone entre as bailarinas.

Já falei aqui no blog que sou apaixonada por backstage, amo ver tudo que acontece nos bastidores dos espetáculos, e no caso dos filmes, o making off sempre arranca minha  atenção. Vasculhando por aí encontrei algumas fotos dos bastidores,e assim como eu gostei, espero que gostem também.
 Vamos conferir ?!



- Darren Aronofsky sobre como trabalhar com Natalie Portman em Black Swan.

"Ela é de longe a mais comprometida, dedicada, focada atriz que eu já trabalhei. um ano antes de começarmos a fazer o filme, em sua própria moeda de dez centavos por 365 dias, ela treinou por oito horas, nadou um quilômetro por dia, aprendeu ballet, tornou-se a primeira bailarina, e então quando nós filmamos, a cada dia ela estava em todas as cenas, e ela compartilhou seu coração, alma e espírito comigo e com o mundo. "  


29 julho 2013

Achei no YouTube: Fall in love with dance

Já falei mil vezes aqui que sou uma viciada em youtube, e dessa vez achei um vídeo que me fez suspirar ! Amo vídeos de ballet que fogem dos espetáculos e trazem uma roupagem mais criativa para a dança. Cada detalhe desse vídeo me deixou super encantada!

Chega de conversa, pois o vídeo dispensa explicação :)



A dança é capaz de unir as almas e entrelaçar os corações sz

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